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Aplicação das escalas DMS-5

Roteiro de Aplicação Simbólica para Avaliação no TEA

1. Preparação do Espaço e da Escuta

– Criar um ambiente acolhedor, com objetos que favoreçam expressão (brinquedos, cores, texturas)  

– Evitar excesso de estímulos visuais ou sonoros  

– Receber o sujeito com neutralidade afetiva e disponibilidade simbólica  

– Observar o corpo, o silêncio, o olhar — tudo comunica

“Antes de aplicar uma escala, escute o que não está dito.”

2. Aplicação das Escalas Diagnósticas (com escuta simbólica)

| Escala | Objetivo técnico | Leitura simbólica |

| ADOS-2 | Observa comportamentos autistas em situações estruturadas | Como o sujeito responde ao Outro? Há desejo de vínculo? Há recusa? |

| CARS | Avalia intensidade do quadro | Quais gestos revelam sofrimento? Quais revelam defesa? |

| M-CHAT-R/F | Triagem precoce | Como os pais narram o filho? Há angústia, culpa, idealização? |

| Vineland-II | Habilidades adaptativas | O que o sujeito consegue fazer sozinho? O que ele evita? |

“A escala é um mapa. O sujeito é o território.”

3. Escuta Clínica e Simbólica

– Após a aplicação, abrir espaço para escuta livre com o sujeito e com os cuidadores  

– Perguntas simbólicas para os pais:

  – “Como você descreveria seu filho sem usar diagnósticos?”  

  – “O que ele ensina a vocês?”  

  – “O que mais te emociona nele?”

– Para o sujeito (adaptado à linguagem dele):

  – “O que você gosta de fazer?”  

  – “Tem alguma coisa que te deixa bravo ou triste?”  

  – “Se você fosse um animal, qual seria?”

4. Dinâmica simbólica (opcional)

Atividade: “O mundo do meu jeito”  

– Ofereça papéis, tintas, objetos sensoriais  

– Convide o sujeito a criar um espaço que represente seu mundo  

– Observe como ele organiza, escolhe, interage  

– Use isso como ponto de partida para compreender seus interesses, defesas e afetos

5. Integração dos dados e devolutiva

– Reunir os dados técnicos das escalas com os elementos simbólicos da escuta  

– Elaborar uma devolutiva que respeite a singularidade do sujeito  

– Evitar rótulos fechados — usar linguagem que convide à compreensão e ao cuidado

“O diagnóstico não é um fim é uma chave para abrir caminhos.”

Prfa. Dra. Nivea Oliveira Psicanalista clinica
Prfª Drª Nivea Oliveira
Psicanalista clinica

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