1. O que é o TEA (Transtorno do Espectro Autista)
– É uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e comportamento.
– O termo “espectro” indica que há diversidade de manifestações, desde quadros leves até mais intensos.
– Características comuns:
– Dificuldade na comunicação verbal e não verbal
– Interesses restritos e comportamentos repetitivos
– Sensibilidade sensorial
– Preferência por rotinas e previsibilidade
2. Descoberta e História do Autismo
1908: Eugen Bleuler, psiquiatra suíço, usa o termo “autismo” para descrever o isolamento em pacientes esquizofrênicos
1943: Leo Kanner publica “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo”, descrevendo crianças com isolamento extremo e desejo obsessivo por rotina.
– 1944: Hans Asperger descreve crianças com dificuldades sociais, linguagem peculiar e inteligência preservada — origem da Síndrome de Asperger
A partir dos anos 2000, o termo TEA passa a englobar todas essas variações.
3. Tratamentos e Intervenções Atuais
– Não há cura, mas há intervenções eficazes que melhoram a qualidade de vida:
– Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada)
– Fonoaudiologia, psicoterapia, terapia ocupacional
– Musicoterapia, equoterapia, integração sensorial
– Acompanhamento médico e educacional
– A nova diretriz da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) alerta contra terapias sem evidência científica, como ozonioterapia ou dietas restritivas sem indicação médica
4. A Psicanálise e o Autismo
– A psicanálise oferece uma abordagem subjetiva e singular, focada na escuta do sujeito e não na normatização.
– Autores como Lacan, Kupfer e Jerusalinsky defendem que o autismo deve ser compreendido como uma forma própria de estar no mundo
– A escuta psicanalítica respeita:
– O tempo do sujeito
– A linguagem própria (inclusive não verbal)
– A relação com o Outro e com o corpo
– A psicanálise não busca “normalizar”, mas acolher e simbolizar o que está em jogo no sofrimento.
5. Leis e Direitos das Pessoas com TEA no Brasil
Lei nº 12.764/2012: Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA
– Reconhece o autista como pessoa com deficiência para todos os fins legais
– Garante acesso à educação, saúde, lazer e inclusão social
– Direitos garantidos:
– Atendimento multidisciplinar no SUS
– Inclusão escolar com apoio especializado
– Prioridade em serviços públicos
– Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA)
> O autismo não é ausência — é presença em outra frequência.
> A escuta clínica, seja médica ou psicanalítica, precisa sintonizar com o que o sujeito tem a dizer, mesmo que não seja com palavras
fonte: (https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/marcos-historicos/ (https://beduka.com/blog/materias/historia/quem-descobriu-o-autismo/
(https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/marcos-historicos/ “(https://ibraba.com.br/historia-do-transtorno-do-espectro-autista-tea-uma-revisao-da-evolucao-e-das-contribuicoes-cientificas/ “3”). https://autismoerealidade.org.br/2025/08/29/direitos-das-pessoas-com-tea-conheca-as-leis-que-fortalecem-a-inclusao/ “11”).

Psicanalista clinica

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